Bem caro amigo visitante, desde o remoto ano de 1996 quando foi lançado o último episódio de uma das mais clássicas trilogias da história dos videogames, que fãs de todo mundo esperam por uma continuação de Donkey Kong Country. Rumores sobre um novo jogo da série sempre surgiam principalmente a cada novo console da Nintendo, até que no ano de 2010 foi anunciado o título “Donkey Kong Country Returns” para o Nintendo Wii. Contudo, não é este o jogo do qual irei falar hoje (espero falar um dia) e sim de um outro similar que possui um nome bem sugestivo: “Donkey Kong Country 4”. Isso mesmo, você não leu errado, o nome é esse mesmo. Mas você pode estar se perguntando como e quando isso foi lançado. Na verdade não se trata de um lançamento oficial e sim de um port para o NES. Pra ser bem franco, isso nem é novidade já que o hack foi lançado ha mais de doze anos, mas só agora tive a curiosidade de jogá-lo pra valer.
Donkey Kong Country 4 – NES
Para ser mais exato, Donkey Kong Country 4 foi lançado em 1997 por uma empresa conhecida como Hummer Team. Apesar de ser um port de um jogo que possuía os melhores gráficos da era dos 16 bit, a Hummer Team soube realizar de forma brilhante essa mudança de plataforma, isso se levarmos em consideração as condições técnicas inferiores do NES em relação ao seu sucessor . É claro que não ficou aquela “Brastemp” toda, mas o trabalho foi muito bem feito dentro do possível, diferentemente de outros hacks por aí. Para isso eles redesenharam vários cenários do jogo original de forma bem caprichada deixando-os bem parecidos com os apresentados no Super Nintendo.Nessa versão criada para NES você poderá jogar com os dois personagens da versão original, porém aqui, um não segue o outro sendo que apenas um macaco é mostrado na tela. Quando o macaco que está sendo controlado é atingido o outro entra automaticamente mas você também pode alterná-los apertendo select. Ao controlar Diddy ou de Donkey, você poderá rolar ou saltar sobre inimigos, pendurar em cipós e ainda arremessar barris, assim como deveria ser. A maioria dos itens presentes no jogo de SNES como as letras que formam a palavra Kong, as pencas e trilhas de bananas, barris e balões de vida também não passaram em branco. O que ficou ausente foram os barris de bônus e os save points que foram substituídos pelo sistema de passwords comum nos consoles dos anos 80 e 90, além dos animais que serviam de montaria para os macacos. Outra coisa que não se faz presente, é a possibilidade de se escolher uma fase ou mundo para jogar, mesmo que estes já estejam concluídos. Quanto ao número de fases, o jogo é um pouco resumido e as fases recriadas aparecem de forma aleatória em relação a versão do SNES, tendo por exemplo, fases de mina já no primeiro mundo.
O que chama bastante a atenção é a trilha sonora incrivelmente reproduzida no NES, bem ao estilo 8 bits, não deixando em nada a desejar se compararmos com outros jogos originais console. A maioria dos efeitos sonoros do jogo original foram colocados de forma satisfatória e a tradicional abertura do jogo também não foi deixada de lado e recebeu sua versão em 8 bits ficando realmente muito boa.
A parte gráfica do jogo é um dos pontos que mais surpreende. Como disse anteriormente, o pessoal da Hummer Team caprichou em tudo e deixou o jogo cheio de detalhes e muito bonito visualmente falando. Se esse tivesse sido um jogo original do NES lançado na época, certamente seria um dos melhores gráficos do console. Contudo, o jogo possui alguns bugs gráficos que podem ser vistos no video abaixo e vários cenários não apresentam plano de fundo, tendo ao invés disso uma tela preta, fato que pode ser notado já na primeira fase. Já personagens ficaram bem representados tendo sprites no tamanho ideal.
Se um dos pontos fortes da versão do Super Nintendo era a sua jogabilidade fora do normal, nesse hack, este fator não ficou tão satisfatório assim, tendo os personagens, menos mobilidade do que deveriam ter, e os controles muitas vezes não dão respostas imediatas aos comandos, mas se compararmos com a jogabilidade de outros jogos do NES, tudo fica dentro do esperado. Embora o jogo seja resumido e você já comece com 25 vidas , a dificuldade é consideravelmente maior que no SNES sendo muitas vezes necessário perder varias vidas para se passar uma fase, fator que ainda se agrava pela falta dos save points.
Um fato interessante sobre esse jogo, é que ao ligá-lo, você terá a opção de escolher uma outra versão deste mesmo hack, onde Donkey Kong e Diddy são substituídos por “Mogli, o menino lobo”, tendo ele os mesmos desafios para enfrentar.
Existem centenas de jogos hacks por aí, uns bons e outros nem tanto. Este por sua vez é um dos mais bem feitos dos quais tive a oportunidade de jogar, mesmo tendo alguns defeitos facilmente detectáveis. Se Donkey Kong Country 4 fosse um jogo original do Nintendo 8 bits, teria sem dúvida alguma sido um dos maiores sucessos da época.








